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Aprenda harmonia funcional

ii–V–I: a progressão mais importante da harmonia funcional

O que é o ii–V–I

O ii–V–I (lê-se "dois, cinco, um") é uma sequência de três acordes formada pelo II grau, o V grau e o I grau de uma tonalidade. Ela está em toda parte: no jazz, na bossa nova, no samba, no choro, no pop e na MPB. Quem entende o ii–V–I passa a reconhecer de ouvido boa parte das músicas que toca.

Em Dó maior, o ii–V–I é:

Dm7→G7→Cmaj7
Partitura do ii–V–I em posição fundamental: Dm7, G7 e Cmaj7 escritos em pauta
ii–V–I em posição fundamental: Dm7 → G7 → Cmaj7.

Por que ele funciona: as funções harmônicas

Cada acorde do ii–V–I cumpre uma função dentro da tonalidade:

Dm7

II grau

Subdominante

Afasta a música do repouso e prepara a tensão.

G7

V grau

Dominante

É a tensão, que pede resolução.

Cmaj7

I grau

Tônica

É o repouso, o ponto de chegada.

O caminho subdominante → dominante → tônica é o movimento mais natural da harmonia tonal. Por isso o ii–V–I soa como uma "frase completa".

O segredo está nas vozes

Um detalhe faz o ii–V–I soar tão bem: as notas que mudam se movem por grau conjunto.

Ou seja, a sétima de um acorde vira a terça do seguinte. Tocar só essas notas-guia (terças e sétimas) já é um ótimo exercício para piano, violão e guitarra.

O ii–V–i em tonalidade menor

Em Dó menor, a progressão muda de cor:

Dm7(♭5)→G7(♭9)→Cm7

(ou Cm6 no lugar de Cm7). O II grau vira um acorde meio-diminuto, e o V grau ganha a nona menor, o que deixa a tensão mais escura e dramática.

ii–V–I nas músicas

Como estudar o ii–V–I

  1. 1Toque Dm7–G7–Cmaj7 no seu instrumento, em uma região confortável.
  2. 2Toque só as terças e sétimas e ouça o movimento das vozes.
  3. 3Transponha para outras tonalidades, seguindo o ciclo de quintas descendentes.
  4. 4Faça o mesmo com o ii–V–i em tonalidade menor.
  5. 5Procure o ii–V–I nas músicas que você já toca.